Resumo do dia — Santos — 23/09/2026

O Santos vive um dia de efervescência nos bastidores, com a notícia da condenação a pagar R$ 18,6 milhões ao Cuiabá pela aquisição do zagueiro Joaquim em 2023. A situação gerou um embate público, com o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, detonando a postura santista e classificando a nota oficial do Peixe como 'ridícula'. O dirigente cobrou que o Santos 'vista a sandália da humildade' e honre seus compromissos, especialmente ao mesmo tempo em que investe em novas contratações.
Em sua defesa, o Santos emitiu uma nota oficial afirmando que a questão está sendo tratada nos 'fóruns institucionais competentes' e que a exposição pública do caso não contribui para a sua solução. O clube também ressaltou que possui cerca de R$ 170 milhões a receber de outras agremiações do futebol brasileiro, indicando que o endividamento é um desafio estrutural do esporte nacional. A troca de farpas evidencia a tensão financeira que permeia o futebol brasileiro e a pressão sobre a diretoria santista.
No campo das movimentações de elenco, o Santos encaminhou a venda do lateral-direito JP Chermont, de 20 anos, para o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, em uma negociação que pode render cerca de R$ 18 milhões aos cofres do clube. Enquanto isso, a situação de Gabigol, emprestado pelo Cruzeiro, segue indefinida, com as negociações para sua permanência ainda não iniciadas. Na base, houve liberação de alguns atletas e regularização de contratos de jovens promessas.
O elenco principal do Peixe está de folga após a vitória sobre o Remo no último sábado, com reapresentação marcada para quinta-feira. Contudo, o departamento médico segue em ritmo acelerado. Álvaro Barreal e Willian Arão intensificam a recuperação de suas lesões visando o clássico contra o São Paulo. Philippe Coutinho, após sete meses parado, também acelera a preparação física, com expectativa de retorno para o jogo contra o São Paulo ou Flamengo. Já Neymar, com lesão muscular, tem previsão de retorno mais distante, apenas em meados de outubro, contra o Fluminense.
Fora das quatro linhas, o presidente Marcelo Teixeira admitiu a possibilidade de o Santos mandar jogos na capital paulista, possivelmente no Morumbis. A medida visa aproximar o clube dos torcedores da região e também é motivada pelas condições do gramado da Vila Belmiro, que já foi alvo de críticas de Neymar. O próximo compromisso do Santos será em casa, no dia 8 de outubro, contra o Flamengo, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, um confronto crucial para as ambições do Peixe na competição.
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Estádio Urbano Caldeira — Santos